«“A ideia é devolver a frente ribeirinha aos munícipes”, resume ao Expresso Rogério Bacalhau, atual presidente da Câmara Municipal de Faro. “Hoje chegamos à baixa e não conseguimos ultrapassar a linha de caminho-de-ferro. Há um grande constrangimento para chegar ao outro lado”, diz o autarca, em cujo mandato deu prioridade à reabilitação urbana: “De 600 prédios devolutos, hoje temos apenas 66”, garante.
“Jamais alguém se preocupou em pensar em formas de passar para o outro lado da linha. Não há condições para deslocalizar a linha, optámos por desenhar vários pontos de passagens, subterrâneos ou superiores”, garante o autarca.
Elidérico Viegas, presidente da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve, vive em Faro e da sua janela vê a zona ribeirinha. Diz que a vista é “uma maravilha” mas tem dúvidas quanto ao projeto: “Era uma ambição ancestral dos farenses, mas não é uma devolução da Ria à cidade. Era preciso tirar dali a linha de comboio.”»